quarta-feira, 14 de outubro de 2009

"Uma vergonha de ensino superior"

Caríssimos queiram aceitar que partilhe convosco um pouco daquilo mancha as
instituições de ensino superior público no nosso país, de Tete em
particular.

Quando apareceu o ISPT em Tete, toda gente sentiu-se com alguma oportunidade
de aumentar os seus conhecimentos técnicos profissionais se bem que os
politécnicos tem uma filosofia de ensinar a saber fazer ou seja como se
fosse ensino técnico profissional.

A um ano atrás sentia-me lisonjeado por fazer parte do grupo dos pioneiros
daquela instituição no curso de CA nocturno e toda malta estava cheia de
energias para aprender e dar seu máximo.

O dilema começa quando na cadeira de contabilidade financeira I(cadeira
básica do curso) não nos era permitido usar o Plano Geral de Contas de
Moçambique. Reivindicamos tantas vezes perante o docente mas este
argumentava á sua maneira alegando vários motivos, entretanto, com o tempo e
após varias fontes acabamos sabendo que este é um refugiado Zimbabweano(não
tenho nada contra os filhos de Mugabe se bem que temos outros docentes da
mesma origem) e que mal se expressa em língua portuguesa, não conhece PGC
Moçambicano.

Estudantes que somos, íamos aguentando e aliviando as dúvidas por meio de
investigação ou com auxílio de colegas contabilistas. Até aí tudo bem, só a
situação veio agravar-se já no primeiro semestre de 2º ano na cadeira de
Contabilidade Financeira II, onde as lacunas trazidas desde a contabilidade
Geral e também da Financeira I, começaram a reflectir-se em grande escala ao
ponto de as 2 turmas não conseguirem resolver certos exercícios práticos da
cadeira.

Quase no fim do semestre, faltando 1 mês para o fim das aulas, uma das
turmas, por não estar conformada com a situação de não estar a perceber a
matéria da cadeira básica do curso, resolveu fazer uma exposição dirigida á
direcção (Comissão Instaladora) do Instituto explicando detalhadamente os
factos.

Esta, num tempo recorde, mandatou o director de curso nocturno para mediar a
situação entre a turma e o docente cujo resultado foi negativo
(desentendimento).

Os estudantes exigiam que este mudasse a sua metodologia de ensino no
sentido de transmitir da melhor maneira os conhecimentos a estes, mas a
contraparte (docente) não perdeu a oportunidade para duma forma agressiva,
rude e anti-pedagógica insultar os estudantes chamando-os nomes e no fim
decidir abandonar definitivamente a turma pois era composta por traidores.

*A direcção do ISPT, nada mais fez senão prejudicar intencionalmente a turma
toda decidindo por anular a cadeira com respectivos efeitos nas
precedências. A decisão claramente foi para crucificar quem reclama; será
esta uma decisão académica?*

* *

*O ABSURDO:** não foi tomada nenhuma sanção para o docente, o mesmo continua
a passear a sua classe e sempre goza com os estudantes prejudicados;
continua a dar aulas a outra turma dos não queixosos e para piorar ainda
deram a este mais confiança atribuindo-lhe duas cadeiras nomeadamente a
contabilidade Financeira III e contabilidade Internacional, onde os
estudantes estão sujeitos a terem 4horas consecutivas de aulas com o mesmo
docente (não será isso também anti-pedagógico?). *

* *

Pergunto, que contabilistas teremos nestas condições? Quando o estudante
pede para ter um docente que ensine devidamente é sancionado. E depois
reclama-se que a qualidade de ensino é baixa no País.



Compatriotas, este é apenas um cheirinho dos tantos e tantos problemas que
se vive nesta instituição que não dignifica em nada o ensino superior no
País; até onde vamos com este tipo de dirigentes que passam mais tempo a
viajarem, tratando negócios pessoais e quando vão aos gabinetes da
instituição é para prejudicar o pobre estudante que sacrifica os seus 100USD
mensalmente para pagamento de propina com intuito de adquirir algum
conhecimento científico.



Gostaria que este grito chegasse ás mãos do ministro Aires Aly e também ao
do ensino superior e tecnologia para que levem a peito e coloquem pessoas
com conhecimentos e capacidade para dirigir um politécnico. Acredito eu que
os verdadeiros académicos não trabalham desta forma atendendo que uma
universidade é local de formação de mentes.



Mais não disse.

Por Carlos Mahungu

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