domingo, 21 de agosto de 2011

Trabalhadores da empresa Omega segurança em greve

Por: Absalão Zacarias Langa/Estudante - UEM

Os trabalhadores da empresa ómega segurança estão de greve devido aos atrasos de pagamentos dos seus ordenados, estes que esperavam poder alegrar as suas famílias com uma refeição diferente, foram obrigados a chegar em suas casas com os bolsos rotos sem nenhum tostão como se tivessem sido vítimas de uma visita do amigo do alheio que, na calada da noite “ busca o seu sustento através dos esforços dos outros”.

Os trabalhadores passaram a tarde toda na base da empresa situada no bairro da malhangalene procurando por uma resposta satisfatória e, em gesto de resposta esta empresa, como de costume chamou a polícia para dispersar os seus funcionários que clamavam por uma resposta aos seus esforços empregue em meses de trabalho árduo.

Já tornou-se ”normal” infelizmente ver aqueles trabalhadores a jorrarem lágrimas de gritos de socorros pela inspecção do trabalho que por vezes só vai arrecadar algumas migalhas cedidas pelos do patronato.

Que mal fizeram aqueles trabalhadores que perderam noites e noites em troca de um salário básico para dar uma vida digna as suas famílias, se bem pode-se chamar de vida digna ao sofrimento passado por aqueles jovens, pais de famílias. Que tipo de pecado terão cometidos para tamanho castigo? Ninguém merece tamanho sofrimento.

Que tipo de pai é a direcção desta empresa que privilegia a uns filhos em detrimento de seus lucros não estarem comprometidos e outros não? Atém quando é que esta empresa ira honrar com os seus compromissos?

Até quando e que ainda seremos explorados em nossa própria casa? O que é que o sindicato já vez para solucionar o problema? Um problema com raízes bem grandes e fortificadas nas empresas de segurança, um mês sem salário, ou uma semana em salário implica igual número de noites ou dias passados com o estômago vazio. E este mesmo segurança de estômago vazio deve proteger a outras famílias para garantir o sustento de casa.

As rotinas de greves trimestrais cessarão no dia em que alguém com competências resolva de vez este vírus que assola as empresas de seguranças do pais em particular a ómega segurança, uma vez os trabalhadores não conhecendo as leis que lhes protegem e quem fale por eles, continuarão violentos como forma de pressionar o patronato a cumprir com as suas obrigações.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Recursos Naturais e Desenvolvimento Sustentável tema de palestra na Universidade Eduardo Mondlane

A Universidade Eduardo Mondlane e a Associação Mineira Geológica Mineira de Moçambique (AGMM) organizaram, no dia 22 de Junho de 2011, uma palestra com o tema: Recursos Naturais e desenvolvimento sustentável em Moçambique, proferida pelo Professor Jeffrey Sachs, da Universidade da Columbia, EUA, e Conselheiro do Secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon.

Na ocasião, Professor Sachs disse que Moçambique tem muitos recursos naturais que se forem bem usados poderão trazer um grande desenvolvimento para o País e caso contrário o mau aproveitamento traria muita pobreza, poluição ambiental entre outras questões negativas.

Para que Moçambique faça bom aproveitamento dos recursos naturais que possui, de acordo com o palestrante, tem de haver boa capacidade de liderança e que as decisões sobre o desenvolvimento do país devem ser feitas pelos moçambicanos, envolvendo também intelectuais.

"É uma questão política evitar possíveis erros e os governos têm de saber qual é o retorno das receitas das empresas e isto depende das despesas fiscais. As Universidades também têm um papel importante para que haja um desenvolvimento sustentável produzindo intelectuais com visão", disse Professor Sachs.

Ainda de acordo com o palestrante, Moçambique tem de encontrar um meio-termo para obter bom retorno da exploração dos recursos minerais e que deve haver boa planificação ao nível do governo, uma vez que o país precisa de grandes investimentos nas áreas de educação, saúde, saneamento, infra-estruturas básicas com financiamento público e deve se planificar e orçamentar fazendo planos plurianuais.

Num outro ponto falou da clareza dos contratos feitos entre o governo e as empresas mineiras, que não podem ser fechados. «Tem de haver benefício mútuo entre Moçambique e as empresas mineiras. O vosso País tem de ter políticas que beneficiem a população", salientou.

UEM/Faculdade de Letras e Ciências Sociais lança livro sobre Género, Sexualidade e Práticas Vaginais

O Departamento de Arqueologia e Antropologia da Faculdade Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane lançou, no mês de junho, um livro sobre "Género, Sexualidade e Práticas Vaginais".

A obra, da autoria das Doutoras Brigitte Bagnol, da Universidade Witwatersrand, África do Sul, e Esmeralda Mariano, docente da UEM, é resultado de um estudo sobre a matéria realizado no Sudoeste Asiático (Tailândia e Indonésia) e na África Austral (Moçambique e África do Sul) sob orientação do Departamento de Pesquisa em Saúde Reprodutiva, Género e Direitos da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em Moçambique a pesquisa etnográfica foi realizada em quatro locais da Província de Tete, sendo duas zonas rurais e duas urbanas, na cidade de Tete e no distrito de Changara.

O livro foi apresentado pela Prof. Doutora Ana Loforte, docente no Departamento de Arqueologia e Antropologia. Disse que a obra elucida sobre práticas que intervêm na construção das identidades e sexualidades femininas.

"Na revisão da literatura, a obra incide sobre aspectos etnográficos e médicos. É fértil de uma multiplicidade de autores e esclarece-nos noções, motivações, interpretações, simbolismos e metáforas ligadas à sexualidade", disse Ana Loforte.

Acrescentou que as autoras procuram sublinhar a diversidade destes processos de construção das identidades conformadas por amplos espectros de percepções, conceitos e erotismos, fazendo a relação intrínseca entre a sexualidade, os valores socioculturais e os mecanismos de controlo social existente em relação às mulheres das zonas estudadas.

"As autoras chamam atenção em relação à sexualidade e a sua complexidade, relembrando que a sexualidade e comportamento social são em todas as culturas sujeitos ao papel de género e construção das identidades sociais e sexuais e, consequentemente, experimentadas de formas de diferentes por homens e mulheres", salientou.

Para a Vice-Reitora Académica, Prof. Doutora Ana Mondjana, que participou na cerimónia de lançamento, a obra é um momento importante para as autoras e para a UEM, pois são acções desta natureza que engrandecem a Universidade.

«Quando se faz a qualificação das instituições do ensino superior, a produção literária é um dos parâmetros que é usado. Em relação ao livro, vai suscitar muito debate por natureza do tema da obra", disse.

Finanças do país: melhor destino é o desvio!?

Por: Francisco J. P. Chuquela

O desvio de fundos públicos constitui a notícia que, quase diariamente, sacia a imprensa do país. Mas esta parece ser a melhor função do cofre público, pois não se vê o destino que esses fundos poderiam tomar se não fossem desviados pelos funcionários mal pagos uma vez que as despesas do país são cobertas pelas doações do estrangeiro.

Considerável percentagem do orçamento para vários sectores, de educação à saúde, é aplicada pelo G-19 e outros países desenvolvidos que não fazem parte do grupo. Os medicamentos e as campanhas de combate às pandemias, de a malária ao HIV, são, maioritariamente, financiados pelas organizações internacionais.

Já os fundos que diminuiriam a dependência aguda pela esmola externa a que o país se entrega com total orgulho são disputados pelo público que tem acesso às chaves do poupado cofre do Estado.

Só para citar casos recentes, aqueles ainda respirados pelos consumidores da informação dada pela imprensa. Ainda este ano de 2010, indiciados de desvios de fundos do Estado:

- Foram suspensos quatro funcionários do sector de cobrança de receitas na Cidade da Matola. 1.540.000.00MT em causa;

- Foi suspenso o funcionário de Educação em Govuro, Inhambane, Joaquim João Diogo. 140.000.00MT em causa;

- Foram suspensos três dirigentes da Escola Primária Completa de Chimbande, na Cidade de Tete;

- Foram suspensos seis funcionários do sector de educação em Gondola, Manica;

- Foram acusados treze Generais da polícia pelo Ministerio Públio.

Os casos citados aconteceram num espaço bastante reduzido de tempo. Afora essas citaçãoes é preciso lembrar que, Segundo a Agência de Informação de Moçambique, só em 2008, a Procuradoria Geral da República autuou 619 processos por corrupção e desvio de fundos e bens do Estado do país.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Línguas moçambicanas em cadeiras adicionais na UEM

Por: Francisco J. P. chuquela

A Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane, como forma de contribuir na consolidação da unidade nacional, desenvolve o ensino de principais línguas nacionais de todas regiões do país, sendo que uma língua de uma dada região é ensinada como cadeira adicional aos estudantes doutras Regiões.

Cisena ou língua Sena, a língua mais falada na Região Centro, é incerida como cadeira adicional para estudantes naturais das províncias da Região Norte e da Região Sul. Cisena é falado nas províncias de Zambézia, Sofala, Tete e Manica, por um universo de 876.057 pessoas segundo o Censo Populacional de 1997. Esta língua é também falada no sul de Malawi, nas zonas Nsanje e Chiromo.

Emakua ou língua Macua, a mais falada da Região Norte, é incerida como cadeira adicional para estudantes naturais das províncias da Região Centro e da Região Sul. Emakua é falado nas províncias de Nampula, Niassa, Cabo Delgado e Zambézia por cerca de 2,5 milhões de pessoas.

Xichangana ou língua Changana, a mais falada na Região Sul, é incerida como cadeira adicional para estudantes naturais das províncias da Região Norte e da Região Centro. Xichangana é falado nas províncias de Maputo, Gaza, Inhambane e na zona meridional das províncias de Manica e Sofala por cerca de 1.423.327 pessoas de acordo com o Censo Populacional de 1997. É também falada na África do Sul na província de Transvaal. Xichangana tem como variantes xidzonga e xibila.

Com a inserção de cadeiras de ensino dessas línguas, a Faculdade de Letras e Ciências Sociais da UEM procura salvá-las da extinção a que estão sugeitos, uma vez que a língua de Unidade Nacional, a língua oficial portuguesa, é a mais predominante nos lugares públicos (nos hospitais, nas escolas, nos postos de trabalho, etc).

Há nisso também a vantagem de consolidação da unidade nacional por meio da promoção da interacção, entre estudantes de vários pontos do país, com recurso a línguas locais.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

UEM: Preguiça na leitura, uma barreira para estudantes

Por: Francisco J. P. Chuquela

Assiste-se a uma situação de se lamentar na Universidade Eduardo Mondlane, onde maior número de estudantes com condições para adquirir as recomentações bibliográficas, em livro ou em reprodução por fotocópias, disperdiçam o material.

Observando com mais atenção, em termos de argumentação sobre temas propostos pelos professores durante as aulas, um número razoável de estudantes que dependem, exclusivamente de bibliotecas para suas leituras superam os que vão frequentemente às livrarias comprar as recomendações bibliográficas.

A conclusão que se tira da fraca compreensão das matérias, por parte dos etudantes que dispõem do material completo para exercerem a sua ‘profissão de estudante’ é que fazem pouca leitura.

Enquanto que a conclusão aque se chega da forte capacidade de argumentação nos conteúdos colocados pelos professores, por parte dos estudantes com poucas posses para aquisição do material, é que o seu empenho resulta do devido esforço que um estudante precisa para ter sucesso.

A organização do tempo pessoal e a atracção do gosto pela leitura são as recomendações que se podem dar aos estudantes que almejam o sucesso, pois a vida de estudante são pesquisas e investigações, o que não é possível sem leituras regulares.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Medo da matemática, cemitério de reprovações

Por: Francisco J. P. Chuquela

No discurso que proferiu aquando da cerimónia de abertura do ano académico 2011, que decorreu na tarde do passado dia 28 de Março, no Centro Cultural universitário, o Professor Dr. Filipe Couto, Reitor da Universidade Eduardo Mondlane, sintetizou que o medo da matemática é a razão central de tantas reprovações na instituição de ensino que dirige.

Fora na tentativa de encorajar os novos ingressos à UEM que o Reitor Professor Dr. filipe Couto revelou que os estudantes de Engenharia, Arquitectura, Medicina, Física e Química reprovam por medo da matemática, sublinhando que não falta a capacidade, mas o medo ensombra todas as possibilidades de sucesso.

‘A matemática é o modelo da realidade que vocês experimentaram e experimentam no dia a dia, por isso não há razão para tanto medo’ – disse Couto para mais adiante criticar certas formas de os estudantes desafiarem a matemática. ‘São formulas decorradas sem noção da realidade, poucas investigações, etc. Assim a matemática é o cemitério das reprovações.’

Dr. Couto invocava também, no seu discurso, o uso adequado do tempo, apelando aos estudantes que almejam o sucesso a saberem aproveitar o tempo. ‘O tempo não é relógio, o tempo não é calendário, o tempo são eventos’ – disse para fazer entender que o tempo deve ser acompanhado por acções que apontam para a produtividade.

Fez parte do discurso que a cadeira tão temida, a matemática, é feita de erros. ‘Haja coragem, até para errar porque do erro aprende-se caminhos.’ - Salientou